Fichamento: Três Gerações de Public Policy para a Rural Development e Formas de Interação entre Sociedade e Estado no Brazil
Catia Grisa e Sergio Schneider (2014)
Grisa, C., & Schneider, S. (2014). Três Gerações de Políticas Públicas para a Agricultura Familiar e Formas de Interação entre Sociedade e Estado no Brasil. Revista de Economia e Sociologia Rural, 52(2), 323–348.
Última atualização: 2026-04-23 Modelo: DeepSeek-R1 Gerado em: 2026-04-23T13:00:00-03:00
1 Resumo e Abstract (pp. 1–2)
1.1 Síntese do conteúdo do resumo e palavras‑chave [§1–§5]
O artigo analisa a trajetória de construção de políticas públicas para a agricultura familiar no Brasil, destacando três “gerações” ou referenciais de política pública que emergem em períodos distintos. O primeiro referencial fortalece o viés agrícola e agrário da categoria; o segundo foca políticas sociais e assistenciais; o terceiro orienta‑se pela construção de mercados voltados à segurança alimentar e à sustentabilidade ambiental. Os autores também mostram que as relações entre Estado e sociedade civil se modificaram e se complexificaram: de posturas críticas e reivindicativas, a sociedade civil passou a ser propositiva e, mais recentemente, parceira na execução e cogestão das políticas públicas. Ressaltam, por fim, que as três gerações e as diversas formas de relacionamento convivem hoje nas arenas públicas. (Palavras‑chaves: políticas públicas, agricultura familiar, referencial, sociedade civil e Estado; Key‑words: public policies, family farming, referential, civil society, State; Classificação JEL: Q18.)
2 1. Introdução (pp. 2–4)
2.1 Contexto histórico‑institucional e a emergência da agricultura familiar como categoria política [§6–§9]
Nas últimas três décadas, o Brasil passou por profundas transformações no cenário político‑institucional. A Constituição de 1988 é o marco inicial de um período em que novas relações entre Estado e sociedade civil foram estabelecidas, espaços de participação social foram criados, novos atores políticos emergiram como sujeitos de direito e novos referenciais globais e setoriais orientaram a ação estatal, afetando as condições socioeconômicas da população rural (§6–§7). A agricultura familiar destaca‑se como protagonista e objeto dessas mudanças: reconhecida pelo Estado em meados dos anos 1990, passou a contar com políticas diferenciadas antes inexistentes. Abramovay e Morello (2010) salientam que o fortalecimento da democracia está na raiz das principais transformações do meio rural brasileiro, responsáveis pela redução da pobreza, melhora na distribuição de renda e início de mudanças no comportamento empresarial voltadas ao bem‑estar das pessoas e à resiliência dos ecossistemas (§8). Historicamente marginalizada, a agricultura familiar foi gradativamente incorporada à agenda pública: a Constituição de 1988 incentivou a participação social; o Pronaf (1995) desencadeou a emergência de outras políticas diferenciadas; a criação do MDA (1999) e da SAF (2001) institucionalizou a dualidade da estrutura agrária; e a Lei da Agricultura Familiar (2006) forneceu o marco legal (§9).
2.2 Abordagem cognitiva de políticas públicas e a noção de “gerações” de referenciais [§10–§14]
O objetivo do artigo é justamente analisar essa trajetória, enfatizando as “gerações” ou referenciais de política pública, o modo como foram construídos e as relações entre Estado e sociedade civil. A análise dialoga com a abordagem cognitiva de política pública, sobretudo as formulações de Pierre Muller, Bruno Jobert e Ève Fouilleux. Nessa perspectiva, as políticas públicas refletem as visões de mundo e as crenças compartilhadas por atores públicos e privados, que definem como os problemas são percebidos e quais respostas são construídas (GRISA, 2012; FOUILLEUX, 2011; 2003; MULLER, 2008; SUREL, 2000; JOBERT; MULLER, 1987) (§10). Três conceitos são centrais: referencial global, quadro geral de interpretação do mundo que hierarquiza as representações setoriais; referencial setorial, representação de um setor, permanentemente em conflito entre concepções concorrentes; e referencial de política pública, imagem da realidade sobre a qual se intervém, que resulta de um duplo movimento de decodificação do real e de recodificação em um programa de ação (MULLER, 2008; FOUILLEUX, 2011, 2003). Esse referencial é objeto de negociação permanente entre os protagonistas das trocas políticas (§11–§13). O uso do termo “gerações” possui sentido heurístico, pois permite identificar “momentos críticos” em que novas formas de ação governamental surgiram. As três gerações não são lineares nem se substituem; continuam em funcionamento e sofrem ajustes, coexistindo nas arenas públicas (§14).
3 2. Primeira geração de políticas para a agricultura familiar: referencial agrícola e agrário (pp. 4–10)
3.1 Crise do nacional‑desenvolvimentismo, modernização conservadora e exclusão dos pequenos agricultores [§15–§19]
A política de industrialização por substituição de importações, adotada desde os anos 1950, entrou em crise no início da década de 1960 devido a problemas de abastecimento, inflação, esgotamento da capacidade de importar e críticas ao caráter excludente do padrão industrializante. Da crise resultaram duas opções de referencial setorial: a reforma agrária, defendida por acadêmicos, políticos e movimentos sociais, e a modernização tecnológica da agricultura, apoiada pelas elites agrárias, economistas da USP e militares. Esta última saiu vitoriosa e materializou‑se em um conjunto de instrumentos – crédito rural, garantia de preços mínimos, seguro agrícola, pesquisa, extensão, incentivos fiscais às exportações etc. – que constituiu a “política agrícola ativa” (DELGADO, 2001). Tal modelo beneficiou desproporcionalmente médios e grandes produtores do Sul e Sudeste, produtores de commodities voltadas à exportação ou à agroindústria (DELGADO, 2010; GRAZIANO DA SILVA, 1999; GONÇALVES NETO, 1997; KAGEYAMA et al., 1990; GUEDES PINTO, 1978) (§15–§18). Durante a ditadura militar, os representantes da agricultura familiar ficaram excluídos da arena pública; a Contag, principal entidade dos pequenos agricultores, teve atuação limitada e a construção das políticas resultava basicamente das representações de gestores, acadêmicos e grupos de interesse comprometidos com a modernização (GRISA, 2012) (§19).
3.2 Redemocratização, fortalecimento do sindicalismo e postura propositiva [§20–§25]
No final dos anos 1970, a Contag transitou de um tom conciliador (II Congresso, 1973) para uma postura combativa e reivindicatória (III Congresso, 1979), cobrando reforma agrária e política agrícola diferenciada. O novo sindicalismo rural e novos movimentos sociais – MST (1984), MAB (1991), CNS (1985) – reforçaram a pressão sobre o Estado (PICOLOTTO, 2011; SCHNEIDER, 2010; FAVARETO, 2006; SCHMITT, 1996) (§20). Com a redemocratização e a Constituinte, abriram‑se espaços de participação: Contag e DNTR/CUT elaboraram propostas para a Constituinte e para a Lei Agrícola, adotando estratégias propositivas (§21–§22). Embora a Lei Agrícola tenha reconhecido a diversidade e previsto política diferenciada, as conquistas ficaram aquém das reivindicações; prevaleceu o poder da agricultura patronal e a cultura institucional refratária às demandas dos pequenos (MILITZ NETTO, 2010; DELGADO, 1994) (§23). Paralelamente, a liberalização econômica dos anos 1990 – neoliberalismo como novo referencial global – impôs desregulamentação, privatizações, redução do crédito, criação do Mercosul (1991) e o Plano Real (1994), que derrubou a renda agrícola em 20–30% e agravou as condições de reprodução da agricultura familiar (MATTEI, 2014; PICOLOTTO, 2011; DELGADO, 2010) (§24).
3.3 Construção do Pronaf e institucionalização da política agrícola diferenciada [§26–§27]
Diante das ameaças econômicas e aproveitando as aberturas democráticas, os representantes da agricultura familiar intensificaram a postura propositiva. O documento elaborado pela Comissão Técnica do Pequeno Produtor (MAARA/CONTAG, 1994), fruto do Grito da Terra Brasil, propôs um programa especial de crédito, seguro agrícola específico, medidas de proteção frente ao Mercosul e a definição normativa de pequeno produtor. Essas demandas convergiram com uma mudança paradigmática nos estudos rurais, que passaram a valorizar a agricultura familiar (SCHNEIDER, 2003; LAMARCHE, 1999, 1993; ABRAMOVAY, 1992; VEIGA, 1991), e com o interesse do governo em manter a ordem no campo e influência sobre o sindicalismo (GRISA, 2012). Assim, em 1995, foi criado o Pronaf, um “momento crítico” (MAHONEY, 2001) que reconheceu politicamente a categoria social e abriu caminho para novas políticas. Inicialmente, o Pronaf era uma política de crédito para capitalizar e integrar agricultores “em transição” aos mercados (FAO‑INCRA, 1994), complementada depois pelo Seguro da Agricultura Familiar (2004), PGPAF (2006) e Ater pública (§26–§27).
3.4 Conflitos agrários, política de assentamentos e síntese do referencial agrícola‑agrário [§28–§31]
Em meados dos anos 1990, a luta do MST se intensificava; os massacres de Corumbiara (1995) e Eldorado do Carajás (1996) tiveram grande repercussão e impulsionaram a retomada da política de assentamentos, que fora iniciada com o I PNRA (1985) e depois arrefecida. A criação do Pronaf e o incremento dos assentamentos foram, em parte, respostas às pressões das mobilizações sociais (§28). Schneider, Shiki e Belik (2010) caracterizam esse momento como a emergência de uma primeira geração de políticas, orientada por um referencial setorial agrícola (crédito, seguro de produção e de preço) e agrário (assentamentos). Tais políticas demandaram um olhar do Estado para a importância da agricultura familiar e continuam vigentes, sendo permanentemente aperfeiçoadas (§29). O Pronaf tornou‑se a principal política agrícola para a categoria; no Plano Safra 2014/2015, destinou R$ 24,1 bilhões. Contudo, beneficia principalmente unidades familiares em melhores condições socioeconômicas, localizadas no Sul e Sudeste, e promove cultivos de commodities controladas pelas agroindústrias: milho e soja respondem por mais de 50% dos recursos de custeio de lavouras desde 2001 (GRISA, WESZ JR. e BUCHWEITZ, 2014) (§30). A política de assentamentos oscilou: após um pico de 104,2 mil famílias assentadas em 2005, os números caíram, e os governos Lula e Dilma passaram a priorizar a qualificação dos assentamentos existentes, sobretudo pela incorporação de terras públicas no Norte e Nordeste (FERNANDES, 2013; IPEA, 2012; MATTEI, 2012) (§31).
3.5 Atores e ideias na construção do primeiro referencial [§32–§33]
A adoção de estratégias propositivas pelo sindicalismo, associada à pressão dos movimentos sociais e ao respaldo dos estudos rurais, foi decisiva para a emergência da primeira geração de políticas. A participação de representantes dos agricultores e de gestores do MAPA (e, a partir de 1999, do MDA) na formulação explica o referencial agrícola‑agrário dominante. A construção do Pronaf resultou do diálogo entre três “fóruns de produção de ideias”: representantes da agricultura familiar, estudiosos do mundo rural e políticos/gestores públicos (GRISA, 2012). As políticas vinculadas ao Pronaf (Seaf, PGPAF) são fruto das negociações entre gestores e organizações, reforçadas a partir de 2003 pela discussão anual dos Planos Safra da Agricultura Familiar.
5 4. Terceira geração: mercados para segurança alimentar e sustentabilidade (pp. 13–18)
5.1 Mudança política de 2002 e a entrada dos atores da segurança alimentar [§43–§44]
A eleição de Lula em 2002 provocou alterações nas relações Estado‑sociedade. Atores até então marginais – vinculados ao PT, ao campo agroecológico e, principalmente, ao tema da segurança alimentar e nutricional – tornaram‑se dominantes e abriram oportunidades para institucionalizar novas ideias. Esses atores já vinham propondo políticas desde o início dos anos 1990: o “Governo Paralelo” elaborou a Política Nacional de Segurança Alimentar (1991); a Ação da Cidadania Contra a Fome, liderada por Betinho, e o Consea (1993) colocaram a fome na agenda e defenderam a agricultura familiar como meio de acesso a alimentos e de construção de um sistema agroalimentar mais equitativo. Durante o governo FHC, o tema perdeu espaço e esses atores migraram para a militância em conselhos e fóruns (§44).
5.2 Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a expansão dos mercados institucionais [§45–§48]
O Projeto Fome Zero resgatou experiências locais e destacou o potencial do mercado institucional – alimentação escolar, hospitais, presídios etc. – para fortalecer a agricultura familiar, gerar renda, dinamizar economias locais e atender populações vulneráveis (INSTITUTO CIDADANIA, 2001). Dessa ideia nasceu o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2003, que articula a compra de produtos da agricultura familiar com ações de segurança alimentar. Embora inicialmente tímido, o PAA ganhou projeção ao demonstrar impactos nas dinâmicas locais e no fortalecimento das organizações (§45–§46). Após romper barreiras como a Lei de Licitações, o programa abriu caminho para uma nova trajetória de mercados institucionais, fortalecida em 2009 pela Lei n. 11.947, que exige que no mínimo 30% dos recursos federais da alimentação escolar sejam destinados à compra de alimentos da agricultura familiar. Em 2012, a modalidade Compra Institucional ampliou as possibilidades, permitindo que estados e municípios adquiram alimentos da agricultura familiar com dispensa de licitação para hospitais, quartéis, restaurantes universitários etc. (§47). Essas iniciativas estimulam a criação de mecanismos estaduais e a demanda por novos mercados, ao mesmo tempo em que valorizam a produção local, ecológica e orgânica, conferindo aos produtos da agricultura familiar atributos de qualidade como justiça social, artesanalidade e tradição (§48).
5.3 Biodiesel, sociobiodiversidade e agregação de valor [§49–§51]
Em 2004, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) instituiu o selo “Combustível Social”, concedido a produtores que adquiram matéria‑prima e deem assistência técnica a agricultores familiares, beneficiando‑os com incentivos fiscais e comerciais. Embora controverso por concentrar‑se na soja, o programa ampliou mercados para a categoria (FLEXOR; KATO, 2014) (§49). Complementarmente, a PGPM‑Bio (2008) subvenciona diretamente extrativistas que vendem produtos da sociobiodiversidade abaixo do preço mínimo; apesar de ainda pouco expressiva (50 mil beneficiários e R$ 16 milhões desde 2009), auxilia na preservação ambiental e na reprodução social dos extrativistas (§50). Paralelamente, foram ampliadas ações de agregação de valor: apoio a agroindústrias, sistemas de inspeção sanitária, selos de diferenciação (Selo da Agricultura Familiar, Selo Quilombos do Brasil, Indicações Geográficas) e certificação orgânica, inclusive via sistemas participativos de garantia (§51).
5.4 Síntese da terceira geração e novas formas de cogestão [§52–§57]
A terceira geração contou com a participação proeminente de atores da segurança alimentar (Consea), organizações agroecológicas, entidades da agricultura familiar, gestores e estudiosos. A entrada desses atores provocou um redirecionamento das políticas para a construção de mercados vinculados à segurança alimentar e à sustentabilidade, sem deixar de reforçar a afirmação política da categoria (§52). A análise da relação Estado‑sociedade civil evidencia que, a partir dos anos 1990, uma “confluência perversa” entre o projeto neoliberal e o projeto participativo/democratizante fez com que ambos requeressem uma sociedade civil ativa e propositiva. Nesse contexto, os movimentos sociais e sindicais da agricultura familiar passaram de propositores a parceiros na execução das políticas. A criação das OSs (1998) e OSCIPs (1999) e o crescente volume de recursos públicos transferidos para essas organizações indicam a intensidade do processo (DAGNINO, 2002) (§53). Exemplos de cogestão no desenvolvimento rural incluem o Projeto Lumiar, o Programa Um Milhão de Cisternas, o PAA, o PNHR, o PNAE e a Política Nacional de Ater (BOLTER, 2013; DIESEL; NEUMANN, 2012; SILVA; SCHMITT, 2012) (§54). Assim, se na década de 1980 as políticas eram objeto de reivindicação, na década de 2000 sua implementação se tornou um campo de atuação prioritário para muitas organizações (§55). Embora a permeabilidade do Estado não seja nova – Cardoso (1970) já identificara “anéis burocráticos” e Marques (1999) redes de relação público‑privado na política de saneamento –, o que distingue o período recente é a proximidade entre Estado e organizações da sociedade civil na formulação e na cogestão das políticas. Essa abordagem relacional, em lugar de perspectivas dicotômicas de autonomia versus institucionalização, ainda precisa ser melhor investigada (BOLTER, 2013; SILVA; SCHMITT, 2012) (§56–§57).
6 5. Considerações finais (pp. 18–19)
6.1 Síntese das três gerações, dependência de trajetória e coexistência de referenciais [§58–§60]
[§58 – início do parágrafo não recuperável do original, mas o conteúdo indica a recapitulação das três gerações:] A análise evidenciou a emergência de três gerações de políticas para a agricultura familiar: a primeira, agrícola e agrária; a segunda, social e assistencial; e a terceira, orientada pela construção de mercados para a segurança alimentar e nutricional e para a sustentabilidade. A partir de uma análise cronológica, os autores mostram que esses referenciais surgiram em contextos específicos, subsidiados por reflexões acadêmicas, mudanças políticas, mobilizações sociais e pela entrada de novos atores e ideias nas arenas públicas. Retrospectivamente, as gerações produziram efeitos de path dependence e, como as demandas dos atores sociais não foram inteiramente atendidas e as mobilizações persistem, as políticas foram se ampliando e novos instrumentos se agregaram (§59). As formas de ação coletiva – protesto, proposição e cogestão – variam ao longo da trajetória temporal e coexistem na contemporaneidade, ainda que com diferentes intensidades e formatos (§60).
6.2 Continuidade das formas de ação e desafios da relação Estado‑sociedade civil [§61–§63]
Os movimentos sociais e sindicais da agricultura familiar continuam acionando estratégias de protesto (Gritos da Terra, Marcha das Margaridas, Abril Vermelho, ocupações de prédios públicos), se instrumentalizam para propor formatos institucionais e reivindicam a cogestão na execução das políticas, seja para adaptá‑las às realidades locais, seja para empoderar as próprias organizações (§61). Em um contexto de avanço da transição democrática, os atores da sociedade civil ocupam um espaço que lhes confere maior legitimidade, mas também impõe desafios relativos à relação institucionalizada com o Estado e à governança de suas organizações. O artigo encerra com questões que demandam futuras pesquisas: quais os limites e possibilidades de que as organizações da sociedade civil confrontem futuras mudanças conjunturais, como as climáticas, e enfrentem amarras estruturais, como o acesso à terra e à infraestrutura, com a mesma criatividade demonstrada nas gerações anteriores? Que mudanças ocorrem nas políticas e em seus resultados quando executadas pela sociedade civil organizada? Quais as repercussões da cogestão na governança e na estrutura administrativa do Estado? Como operam os mecanismos de controle social? (§62–§63).
7 Argumento Sintético
Ficha Analítica Crítica
Esta seção segue o formato IA Planilhando Textos v14.0.